segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Treeeeeeeze
Esse ano foi foda! No meio de tantas outras coisas, de tantos projetos e disciplinas, o Tripé "nasceu". Nasceu porque foi realização da vontade e do desejo. Nasceu porque teve coragem de se mostrar e se deixar disponível para os tapas na cara que ainda virão. 2013 é o ano da esperança! dos bons desejos e das realizações! Então que 2013 seja o ano do Tripé, com muitos desejos, vontades e realizações!
domingo, 30 de dezembro de 2012
As Vezes
Às vezes quando eu vou à Augusta
O que mais me assusta é o teu jeito de olhar
De me ignorar
Toda em tons de azul
Teu ar displicente invade meu espaço
E eu caio no laço exatamente do jeito
Um crime perfeito
It's all right, baby blue
Garupa de moto, a quina da loto saiu pra você
Sem nome e o endereço é de hotel, eu mereço
Até outra vez
Às vezes quando eu chego em casa
O silêncio me arrasa e eu ligo logo a TV
Só então eu ligo pr'ocê, descubro que já sumiu
Não sei em qual festa que eu te garimpei
Cantanto "lay mister lay", será que foi no meu tio?
Ou em algum bar do Brasil...
Sei lá, eu fui mais de mil
Cheguei bem tarde, o vinho estava no fim
E alguém passou o chapéu pra mim e gritou
É grana pra mais bebum e eu não paguei
Às vezes quando eu vou ao shopping
Escuto "Money for Nothing" e então começo a lembrar
Que eu tocava num bar e que uma corda quebrou
Foi um Deus-nos-acuda, eu apelei pro meu Buda
Te peguei pelo braço e nós fomos embora
Eu disse: Baby, não chora, amor de primeira hora
A vida é chata, mas ser platéia é pior
E que papel o meu
Chá quente na cama, sorvete, torta, banana, lua demel
Às vezes quando eu vou ao centro da cidade
Evito, mas entro no mesmo bar que você
Nem imagino o porquê, se eu nem queria beber
Reparo em sua roupa, na loira ao seu lado
No seu ar cansado que nem mesmo me vê
Olhando pr'ocê, pedindo outro "fernet"
Será que não chega, já estou me repetindo
Eu vivo mentindo pra mim
Outro sim, outra "trip", outro tchau
Outro caso banal, tão normal, tão chinfrim
Às vezes eu até pego uma estrada
E a cada belo horizonte eu diviso o seu rosto
A face oculta da lua soprando ainda sou sua
O que mais me assusta é o teu jeito de olhar
De me ignorar
Toda em tons de azul
Teu ar displicente invade meu espaço
E eu caio no laço exatamente do jeito
Um crime perfeito
It's all right, baby blue
Garupa de moto, a quina da loto saiu pra você
Sem nome e o endereço é de hotel, eu mereço
Até outra vez
Às vezes quando eu chego em casa
O silêncio me arrasa e eu ligo logo a TV
Só então eu ligo pr'ocê, descubro que já sumiu
Não sei em qual festa que eu te garimpei
Cantanto "lay mister lay", será que foi no meu tio?
Ou em algum bar do Brasil...
Sei lá, eu fui mais de mil
Cheguei bem tarde, o vinho estava no fim
E alguém passou o chapéu pra mim e gritou
É grana pra mais bebum e eu não paguei
Às vezes quando eu vou ao shopping
Escuto "Money for Nothing" e então começo a lembrar
Que eu tocava num bar e que uma corda quebrou
Foi um Deus-nos-acuda, eu apelei pro meu Buda
Te peguei pelo braço e nós fomos embora
Eu disse: Baby, não chora, amor de primeira hora
A vida é chata, mas ser platéia é pior
E que papel o meu
Chá quente na cama, sorvete, torta, banana, lua demel
Às vezes quando eu vou ao centro da cidade
Evito, mas entro no mesmo bar que você
Nem imagino o porquê, se eu nem queria beber
Reparo em sua roupa, na loira ao seu lado
No seu ar cansado que nem mesmo me vê
Olhando pr'ocê, pedindo outro "fernet"
Será que não chega, já estou me repetindo
Eu vivo mentindo pra mim
Outro sim, outra "trip", outro tchau
Outro caso banal, tão normal, tão chinfrim
Às vezes eu até pego uma estrada
E a cada belo horizonte eu diviso o seu rosto
A face oculta da lua soprando ainda sou sua
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Quando estava morta, ele a deitou no chão, em meio aos caroços de nectarina, e rasgou o seu vestido, e o fluxo de aroma tornou-se uma enchente, inundando-o com o seu cheiro agradável. Ele mergulhou o rosto na sua pele e, com as narinas bem infladas, percorreu o ventre até o peito, até o pescoço, percorreu o seu rosto e os cabelos, voltando até o ventre, descendo até o seu sexo, até suas coxas, até suas pernas brancas. Ele a farejou da cabeça até os dedos dos pés, coletou os últimos restos de sua fragância no queixo, no umbigo e nas dobras dos cotovelos.
trecho de "Perfume- História de um Assassino"
trecho de "Perfume- História de um Assassino"
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
nada
não to afim de dizer nada.
porém,
to afim estou acordada e sem nada pra fazer!
escuta essa música.
quero ela.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
.....
A — Você é meu companheiro.
B - Hein?
A — Você é meu companheiro, eu disse.
B - O quê?
A - Eu disse que você é meu companheiro.
B — O que é que você quer dizer com isso?
A — Eu quero dizer que você é meu companheiro. S6 isso.
B — Tem alguma coisa atrás, eu sinto.
A — Não. Não tem nada. Deixa de ser paranóico.
B — Não é disso que estou falando.
A — Você está falando do quê, então?
B — Eu estou falando disso que você falou agora.
A — Ah, sei. Que eu sou teu companheiro.
B — Não, não foi assim: que eu sou teu companheiro.
A — Você também sente?
B - O quê?
A — Que você é meu companheiro?
B — Não me confunda. Tem alguma coisa atrás, eu sei.
A — Atrás do companheiro?
B - É.
A- Não.
B — Você não sente?
A — Que você é meu companheiro? Sinto, sim. Claro que eu
sinto. E você, não?
B — Não. Não é isso. Não é assim.
A — Você não quer que seja isso assim?
B - Não é que eu não queira: é que não é.
A — Não me confunda, por favor, não me confunda. No começo
era claro.
B — Agora não?
A — Agora sim. Você quer?
B - O quê?
A - Ser meu companheiro.
B - Ser teu companheiro?
A- É
B - Companheiro?
A- Sim.
B - Eu não sei. Por favor, não me confunda. No começo era
claro. Tem alguma coisa atrás, você não vê?
A - Eu vejo. Eu quero.
B - O quê?
A — Que você seja meu companheiro.
B - Hein?
A - Eu quero que você seja meu companheiro, eu disse.
B - O quê?
A — Eu disse que eu quero que você seja meu companheiro.
B — Você disse?
A - Eu disse?
B - Não. Não foi assim: eu disse.
A - O quê?
B - Você é meu companheiro.
A - Hein?
(Ad infinitum)
Caio Fernando Abreu
mas era só.
Ela se despede. O carro sai voado dali. Estacionamento
escuro. Ele pensa em tudo que poderia ter feito naquelas pequenas horas que
aqueles dois seres passaram dentro de um espaço tão pequeno, um carro. Apesar
do frio abre as janelas, os vidros embaçados precisam refrescar, os vidros
embaçados escondem uma vontade. Que medo. Ele pensa. Uma garrafinha de água
aparece rolando por de baixo do banco. Que medo. Ele pensa. De repente, até o
caminho de casa, a única coisa que ele conseguia pensar era nela. E no carro. E
nas janelas embaçadas. E em uma noite. E quantas mais noites seriam necessárias
para que ele, medroso, parasse de sentir medo, e simplesmente seguisse em
frente. O medo, não era um medo qualquer... não era medo de se apaixonar, não
era medo de amar, não era medo. Era alguma coisa que pra facilitar a sua vida
ele chamava de medo. Meio bêbado, fez a curva da quadra, entrou na direção do
seu prédio, e de repente parou. E pensou que se não fosse agora, não seria
nunca. Deu meia volta, 120 km/h, refez todo o percurso. Naquela hora só
palavras preenchiam sua mente. Vai. Agora. Um. Dois. Segundos. Voltou,
estacionou. Estacionamento escuro. Ele pensa em tudo que quer falar, em tudo
que a cerveja de mais cedo fez querer
falar. Acertou o andar, tocou a campainha.
Ela atendeu, camiseta, calcinha,cara de sono.
E de repente. Dois segundos. Empurrou ela na parede, e não precisou
dizer mais nada. Na verdade, nunca havia precisado. De alguma forma, ele sabia
e ela também que eles tinham que estar.
Ele se despediu.
Nunca mais se viram.
Quadras e quadrados.
Seguiram.
De alguma forma, ele sabia e ela também que eles tinham que
estar, mas era só.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
浄霊
Primeiro, veio a purificação. Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama. Se por entre as paredes celestias, se chama purgatório, nos becos tem outro codinome. Luz infinita! Brilha agora nos recônditos do ser, me enche de luz. A comunicação da luz divina para o aprimoramento e elevação espiritual é, em tese, branca. A euforia, o caos, tudo se desvaira por meio entre todos esses transeuntes. O resgate é feito pela imposição. É necessário cortar, quebrar e queimar. Vermelhusco. É como ficar a contemplar as próprias alucinações. E após, a liberdade de ir e vir. A respiração, a inspiração, a transpiração. Metade pra um lado, metade pro outro. Joh. A purificação. O espírito.
Assinar:
Postagens (Atom)