Me sinto plena, feliz, satisfeita, orgulhosa, arrepiada, sorridente.
Me sinto erguendo um monumento.
Me sinto começando a estrada.
Me sinto sendo.
Me sinto temporada.
Me sinto entrequartos.
Me sinto tripé.
Me sinto três meninos.
Me sinto a unica mulher.
Me sinto luz.
Me sinto atriz.
Me sinto verdade
Me sinto no começo.
Me sinto amanhã
Me sinto domingo.
Me sinto até dia 27
Me sinto até o infinito.
TEMPORADA DO ENTRE QUARTOS CONTINUA
SÁBADOS AS 21H
DOMINGO AS 20H
Na Sala Adolfo Celi- Casa D'Italia- 208 sul.
Ingressos: R$ 15,00 ( MEIA)
Os ingressos são vendidos a partir das 19h do dia do espetáculo.
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Critica de Leonardo Shammah, da Andaime Cia. de Teatro- Espetáculo Entre Quartos
Leonardo Shammah, postou essa crítica no dia 18 de abril de 2014, em sua página pessoal no site Facebook.
Sábado passado fui convidado para assistir um espetáculo de uns moleques da UnB que ganharam um financiamento colaborativo e que estão em cartaz na Sala Adolfo Celi na Casa D'Itália. Eu fui. Daquele meu jeito de muito mau humor interno, nem reclamei da vida. Só falei que eu não gostava de teatro, e como eu não estava na Marília Gabriela ninguém me encheu a paciência.
Daí assisti a peça Entre Quartos, do Grupo Tripé.
Fico a-d-m-i-r-a-d-o com a força que só a juventude dos 20 anos tem. Eles falaram de relacionamento, de amizade, de amor, dos vazios pessoais, de como viver juntos, entre tantos quartos que estamos, das lacunas, das coisas que não foram ditas. Enfim, os atores se disponibilizam a um jogo que muito me interessa no meu processo criativo que é, o jogo da próprias descobertas. Nunca tinha visto gente tão jovem, em Brasília, dizendo e fazendo algo tão particular sem o olhar e sem o dedo de um grande diretor-professor. Gostei do compromisso que os atores tem com a busca de uma verdade, com a busca de uma linguagem.
Eles conseguiram me surpreender muito. Confesso que não esperei aquilo tudo. Alguém pode me perguntar: Mas é tão bom assim? Não tem nenhum problema? Penso que sempre haverá um problema. É Teatro, ou seja, tudo pode estar bem e aí, nesse bem,está o problema. Resquícios que o Teatro roubou da vida. Voltando, sim sempre teremos problemas, mas vale muito a pena ver atores jovens que batem de frente com suas limitações e tentam virar o jogo. Fiquei feliz de ter presenciado essa estréia na vida profissional naquele lugar onde eu também comecei. Cheguei em casa e fiquei pensando no poder de transformação do pensamento e da ação jovem, daquilo que ainda não se contaminou com as nossas carcaças ideológicas. Fiquei feliz de ver que tem gente que escolhe o caminho que quer trilhar, com os recursos que tem, do jeito que quer e pode.
O espetáculo propõe outra forma de interpretação, quando em geral nessa idade os atores estão perdidos em arremedos de teatro clássico, em Entre Quartos eles se colocam para chegar nesse lugar em alguns momentos(que pra mim são os piores). Alguém me falou do quanto eles são blasé(é o que eu mais gosto e acho que podem ser ainda mais). Alguém e eu lembramos do teatro argentino(não me incomoda, até acho legal). Alguém e eu pensamos que eles parecem hipsters, meio neo-punk suave(ótimo, os atores exploram a humanidade dentro desse universo, e isso bom).
Enfim, de novo, adorei e se eu fosse você iria assistir ele nesse final de semana. Vale a pena!
Sábado passado fui convidado para assistir um espetáculo de uns moleques da UnB que ganharam um financiamento colaborativo e que estão em cartaz na Sala Adolfo Celi na Casa D'Itália. Eu fui. Daquele meu jeito de muito mau humor interno, nem reclamei da vida. Só falei que eu não gostava de teatro, e como eu não estava na Marília Gabriela ninguém me encheu a paciência.
Daí assisti a peça Entre Quartos, do Grupo Tripé.
Fico a-d-m-i-r-a-d-o com a força que só a juventude dos 20 anos tem. Eles falaram de relacionamento, de amizade, de amor, dos vazios pessoais, de como viver juntos, entre tantos quartos que estamos, das lacunas, das coisas que não foram ditas. Enfim, os atores se disponibilizam a um jogo que muito me interessa no meu processo criativo que é, o jogo da próprias descobertas. Nunca tinha visto gente tão jovem, em Brasília, dizendo e fazendo algo tão particular sem o olhar e sem o dedo de um grande diretor-professor. Gostei do compromisso que os atores tem com a busca de uma verdade, com a busca de uma linguagem.
Eles conseguiram me surpreender muito. Confesso que não esperei aquilo tudo. Alguém pode me perguntar: Mas é tão bom assim? Não tem nenhum problema? Penso que sempre haverá um problema. É Teatro, ou seja, tudo pode estar bem e aí, nesse bem,está o problema. Resquícios que o Teatro roubou da vida. Voltando, sim sempre teremos problemas, mas vale muito a pena ver atores jovens que batem de frente com suas limitações e tentam virar o jogo. Fiquei feliz de ter presenciado essa estréia na vida profissional naquele lugar onde eu também comecei. Cheguei em casa e fiquei pensando no poder de transformação do pensamento e da ação jovem, daquilo que ainda não se contaminou com as nossas carcaças ideológicas. Fiquei feliz de ver que tem gente que escolhe o caminho que quer trilhar, com os recursos que tem, do jeito que quer e pode.
O espetáculo propõe outra forma de interpretação, quando em geral nessa idade os atores estão perdidos em arremedos de teatro clássico, em Entre Quartos eles se colocam para chegar nesse lugar em alguns momentos(que pra mim são os piores). Alguém me falou do quanto eles são blasé(é o que eu mais gosto e acho que podem ser ainda mais). Alguém e eu lembramos do teatro argentino(não me incomoda, até acho legal). Alguém e eu pensamos que eles parecem hipsters, meio neo-punk suave(ótimo, os atores exploram a humanidade dentro desse universo, e isso bom).
Enfim, de novo, adorei e se eu fosse você iria assistir ele nesse final de semana. Vale a pena!
domingo, 13 de abril de 2014
quinta-feira, 10 de abril de 2014
dia de montagem
ontem foi dia de geral no nosso apartamento.
limpamos os tapetes, pintamos as paredes, arrumamos os livros em ordem alfabética, compramos almofadas novas pro sofá velho, trocamos de cadeira.
agora só faltam três caixas
limpamos os tapetes, pintamos as paredes, arrumamos os livros em ordem alfabética, compramos almofadas novas pro sofá velho, trocamos de cadeira.
agora só faltam três caixas
segunda-feira, 7 de abril de 2014
" Um administrar e dividir as contas"
Sou eu que cuido do dinheiro.
E na minha vida nunca imaginei que seria eu que desempenharia essa função. Busquei no meu mais fundo virginiano e acho até que estou conseguindo me virar bem com essa nova função.
Tudo tem que passar por mim, o que até me irrita as vezes, mas eu tenho que ter o controle de tudo. Até do filme da maquina polaroid, de tudo.
A pastinha amarela que eu destinei para guardar todas as notas fiscais está cada vez mais cheia, e tudo muito bem controlado.
Não sei porque estou escrevendo isso aqui,
talvez porque eu sinta uma grande responsabilidade por ter que cuidar dessa parte que é tão absolutamente delicada.
Enfim,
Estamos nos transfomando, deixando de ser um grupo que existe apenas no papel, para ser um grupo completamente ativo e responsável por tudo que está ao nosso redor.
No fim das contas eu até acho bom a gente não ter conseguido o FAC, ter que fazer essa temporada de forma independente nos trouxe uma outra visão de tudo. Nos trouxe uma responsabilidade maior, e por fim um senso de grupo enorme. Temos que nos dividir, um só não consegue fazer nada.
Estamos começando a entender o real sentido da frase: "segura sua mão na minha para que juntos possamos fazer aquilo que eu não posso fazer sozinho."
merda!o/
Ana Quintas
E na minha vida nunca imaginei que seria eu que desempenharia essa função. Busquei no meu mais fundo virginiano e acho até que estou conseguindo me virar bem com essa nova função.
Tudo tem que passar por mim, o que até me irrita as vezes, mas eu tenho que ter o controle de tudo. Até do filme da maquina polaroid, de tudo.
A pastinha amarela que eu destinei para guardar todas as notas fiscais está cada vez mais cheia, e tudo muito bem controlado.
Não sei porque estou escrevendo isso aqui,
talvez porque eu sinta uma grande responsabilidade por ter que cuidar dessa parte que é tão absolutamente delicada.
Enfim,
Estamos nos transfomando, deixando de ser um grupo que existe apenas no papel, para ser um grupo completamente ativo e responsável por tudo que está ao nosso redor.
No fim das contas eu até acho bom a gente não ter conseguido o FAC, ter que fazer essa temporada de forma independente nos trouxe uma outra visão de tudo. Nos trouxe uma responsabilidade maior, e por fim um senso de grupo enorme. Temos que nos dividir, um só não consegue fazer nada.
Estamos começando a entender o real sentido da frase: "segura sua mão na minha para que juntos possamos fazer aquilo que eu não posso fazer sozinho."
merda!o/
Ana Quintas
domingo, 6 de abril de 2014
Acho que estou com apendicite
Semana de estreia é uma coisa foda, um mix de sentimentos que não te deixam em paz,
nem dormindo.
Hoje sonhei com a gente, estranhamente íamos nos apresentar em um restaurante, era o grande dia, a casa estava cheia com figuras honrosas e nos atrasávamos para começar porque eu ia buscar uma pizza.
Para quem vê de fora, quem lê isso pode achar um grande drama: é só teatro. Mas para nós, que estamos vivendo isso mesmo sem querer, é uma loucura, uma boa loucura, cheia de café, pouca água, pão de queijo e maconha.
Há duas semanas que meu corpo sofre, pulmão fodido, intestino fodido, dor de cabeça, uma dor no lado direito do abdômen que eu espero mesmo que não seja uma apendicite. É só teatro.
Subiremos no palco juntos: eu, meu corpo, os artistas que mais tenho confiança em estar do lado e a nossa trajetória firme, bonita e cheirosa a incenso.
E que venha o público! Mesmo aleijados de aplausos.
Nós por nós equipe. Vai ser emocionante. Eu amo vocês e amo o ar que respiro com vocês naquele teatro.
É só o começo.
nem dormindo.
Hoje sonhei com a gente, estranhamente íamos nos apresentar em um restaurante, era o grande dia, a casa estava cheia com figuras honrosas e nos atrasávamos para começar porque eu ia buscar uma pizza.
Para quem vê de fora, quem lê isso pode achar um grande drama: é só teatro. Mas para nós, que estamos vivendo isso mesmo sem querer, é uma loucura, uma boa loucura, cheia de café, pouca água, pão de queijo e maconha.
Há duas semanas que meu corpo sofre, pulmão fodido, intestino fodido, dor de cabeça, uma dor no lado direito do abdômen que eu espero mesmo que não seja uma apendicite. É só teatro.
Subiremos no palco juntos: eu, meu corpo, os artistas que mais tenho confiança em estar do lado e a nossa trajetória firme, bonita e cheirosa a incenso.
E que venha o público! Mesmo aleijados de aplausos.
Nós por nós equipe. Vai ser emocionante. Eu amo vocês e amo o ar que respiro com vocês naquele teatro.
É só o começo.
quinta-feira, 3 de abril de 2014
"o crise"
Eu, "o crise", faço cara feia com uma facilidade que só eu sei. Fico puto, puto mesmo.
Grupo não é fácil, de verdade, nem um pouco.
"É tentar viver a utopia de uma organização coletiva, democrática.
É tentar pôr em prática o ideal de uma vida criativa."
Estabelecer essa conexão única é fruto de muita luta interna, e externa.
Agora, faltando uma semana pra nossa estreia, eu, "o crise", me encontro em profunda crise.
Essa temporada é fruto de muita vontade nossa, e, se colocar a prova não é fácil.
Foram 2 anos de muito ensaio, mas, mais do que isso, foram 2 anos de vida desse grupo.
E, posso dizer sem medo que eu, "o crise", só consigo aguentar pela incondicional confiança que tenho nas pessoas que estão comigo, então, por isso, obrigado do fundo do coração Quintas, Davi e Miguel, que me fazem aprender e crescer como artista e como pessoa a cada dia que passamos juntos.
Um obrigado super especial também às pessoas que acreditam na gente e compraram esse projeto tão intensamente, Karinne, Fernanda, Vitória, Elisa e Rafa, sem vocês estaríamos andando em círculos.
Bom,
Que venha semana que vem, que venha a nossa temporada, que venham muitos e muitos anos de grupo pela frente, que venham clássicos e infantis.
Vocês me preenchem de uma forma inexplicavelmente maravilhosa.
Grupo não é fácil, de verdade, nem um pouco.
"É tentar viver a utopia de uma organização coletiva, democrática.
É tentar pôr em prática o ideal de uma vida criativa."
Estabelecer essa conexão única é fruto de muita luta interna, e externa.
Agora, faltando uma semana pra nossa estreia, eu, "o crise", me encontro em profunda crise.
Essa temporada é fruto de muita vontade nossa, e, se colocar a prova não é fácil.
Foram 2 anos de muito ensaio, mas, mais do que isso, foram 2 anos de vida desse grupo.
E, posso dizer sem medo que eu, "o crise", só consigo aguentar pela incondicional confiança que tenho nas pessoas que estão comigo, então, por isso, obrigado do fundo do coração Quintas, Davi e Miguel, que me fazem aprender e crescer como artista e como pessoa a cada dia que passamos juntos.
Um obrigado super especial também às pessoas que acreditam na gente e compraram esse projeto tão intensamente, Karinne, Fernanda, Vitória, Elisa e Rafa, sem vocês estaríamos andando em círculos.
Bom,
Que venha semana que vem, que venha a nossa temporada, que venham muitos e muitos anos de grupo pela frente, que venham clássicos e infantis.
Vocês me preenchem de uma forma inexplicavelmente maravilhosa.
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