"Deve haver alguma espécie de sentido ou o que virá depois? São coisas assim as que penso pelas tarde, parado aqui nesta janela, em frente aos intermináveis telhados de zinco onde às vezes pousam pombas, e dito desse jeito você logo imagina poéticas pombinhas esvoaçantes, arrulhantes. São cinzentas, as pombas, e o ruído que fazem é sinistro como o de asas de morcego. Conheço bem os morcegos, seus gritinhos agudos, estridentes. Mas não quero me apressar. Penso que se conseguir dar algum tipo de ordem nisto que vou dizendo haverá em consequência também algum tipo de sentido. E penso junto, ou logo depois, não sei ao certo, que após essa ordem e esse sentido deve vir alguma coisa.
(...)
Faz tempo que não tomo chá, e controlo tanto os cigarro que, cada vez que acendo um, a sensação é de culpa, não de prazer, você me entende? "
Luz e Sombra
Morangos Mofados
Caio Fernando Abreu
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
A licença poética da mudança.
Sim, somos muito precipitados em relação a tudo...Na verdade nos movemos por aquilo que nos arrepia e que nos faz sonhar a respeito.
Nessa noite em uma reunião aqui em casa durante uma conversa decidimos que talvez seja uma boa caminharmos para uma outra, porém , não tão oposta direção.
Estamos na verdade em uma busca ainda sobre exatamente aquilo que eu falei no inicio... alguma coisa que nos arrepie.
Existem n coisas que nos arrepiam e por isso eu acho a grande dificuldade de se achar a coisa certa.
Mudamos de nome.
Mudamos de textos.
Mudamos de ideais.
Mudamos de ideias.
E acho que estamos em nosso direito.
Um projeto não exclui o outro. Talvez só seja o momento de se dedicar em algo mais concreto.
Nada decidido ainda.
e na verdade, gosto muito disso...
Que a nossa criatividade nunca acabe e que entre coca colas e cervejas cheguemos onde ,por enquanto ,pretendo chegar.
TtTripé.
Nessa noite em uma reunião aqui em casa durante uma conversa decidimos que talvez seja uma boa caminharmos para uma outra, porém , não tão oposta direção.
Estamos na verdade em uma busca ainda sobre exatamente aquilo que eu falei no inicio... alguma coisa que nos arrepie.
Existem n coisas que nos arrepiam e por isso eu acho a grande dificuldade de se achar a coisa certa.
Mudamos de nome.
Mudamos de textos.
Mudamos de ideais.
Mudamos de ideias.
E acho que estamos em nosso direito.
Um projeto não exclui o outro. Talvez só seja o momento de se dedicar em algo mais concreto.
Nada decidido ainda.
e na verdade, gosto muito disso...
Que a nossa criatividade nunca acabe e que entre coca colas e cervejas cheguemos onde ,por enquanto ,pretendo chegar.
TtTripé.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
terça-feira, 23 de outubro de 2012
o inferno são os outros
A
história coloca três personagens em um inferno hipotético, onde são
obrigados a conviverem sem elementos que possam refletir a própria
imagem, a não ser os olhos dos habitantes do confuso ambiente.
A
filosofia existencialista, defendida por Sartre, responsabiliza o
indivíduo na escolha do caminho que melhor lhe agrada e orienta sobre a
importância dos sentimentos na vida das pessoas. O filósofo cita: “aquele que me olha é sempre o meu carrasco.”
Ou
seja, apesar do indivíduo desejar ser refletido na melhor forma, os
olhos dos outros ignoram esta aspiração e o enxerga em profundidade, com
o rigor que efetivamente ele, o individuo, não gostaria.
Sendo
assim, a importância dos outros para cada um de nós, gera influências
que podem se tornar um inferno, devido à incapacidade humana de
compreender nossas fraquezas. Ele cita: “o inferno são os outros” numa alusão à sua própria imagem refletida nos olhos de quem os observa.
A
afirmação sobre a vigilância e o julgamento constante aos quais somos
submetidos, não elimina a possibilidade de um paraíso. Neste caso, cabe
ao individuo a responsabilidade da escolha do caminho que mais lhe
agrada. Resumidamente, apesar de o inferno ser os outros é possível a
conquista do paraíso.
Entre
quatro paredes, sem janelas, sem pausas para a vida cotidiana e
descanso da observação aos olhos dos outros personagens, os três
protagonistas foram obrigados a conviverem. Cita um dos protagonistas
referindo-se ao piscar dos olhos, como fuga ao julgamento dos outros,
como se os seus olhos fechados impossibilitassem as críticas de quem o
observa: “A
gente abria e fechava; isso se chamava piscar. Um pequeno clarão negro,
um pano que cai e se levanta, e aí a interrupção. (...) Quatro mil
repousos em uma hora. Quatro mil pequenas fugas”.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
sábado, 20 de outubro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
É isso!
Escrever esse projeto para o FAC não é fácil... Ainda mais vindo da gente que nunca escreveu um e tá penando mais do que tudo para conseguir mandar uma coisa legal e que seja (por favor) aprovada! Porém, tudo tem o seu lado positivo (ainda bem), escrevendo e pensando e lendo currículos e pensando mais e apagando e re-escrevendo e pensando e achando ruim e achando bom e pensando e cronogramando coisas para o ano que vem e orçamentando coisas e pensando e pensando e estressando e deixando o computador de lado e indo no mc donalds tomar um milk shake e voltar, e pensando e criando, enfim! Cheguei a conclusão de que estamos bem a onde estamos... E que sou muito feliz por ter quem eu tenho do meu lado (ou do nosso lado) e que tá ajudando a gente desde sempre! É muito difícil achar pessoas que acreditem em três metidos a bestas, mas que no fundo são só três pessoas querendo se expressar nesse mundinho sem graça e que se encontraram pra fazer isso juntos! A cada segundo fico mais feliz por saber para onde estamos indo... O Grupo Tripé agora tenta sair da barriga da mãe (ou do pai), com a intenção de buscar um lugar que seja nosso por aqui! Agora resta a nós ensinar ao nosso moleque como que engatinha, anda, come, chora, fala, escreve, e todas essas coisas!
Agradecemos desde já a todas as pessoas que mesmo que seja com um sorriso estão colaborando para o nosso tão sonhado nascimento! Sair do útero quentinho e seguro não é fácil! Mas acho que estamos no caminho certo! (:
TtTripé!
terça-feira, 16 de outubro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Sinopse: Ensaio aberto daquilo que ainda não sabemos o que é.
Elenco: Davi Maia, Ana Luisa Quintas e Gustavo Haeser
Direção: O grupo
Músico convidado: Miguel Peixoto
sábado, 6 de outubro de 2012
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