corredor
outro mundo me habita
habita-me outro mundo
esse mesmo de portas grandes e cinzas
esse que transborda o tragar ofegante
a falta da fala
a ausência do medo
a vida como sonho que grita
grita forte
outro mundo me habita
habitam outros mundos
onde a chuva vira vilã
onde a transparência das paredes não ultrapassa o concreto
concreto molhado